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Açúcar

NO ANO, AÇÚCAR CAI 16% EM NY E APENAS 1.4% EM REAIS
14/12/2018

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O mercado de açúcar está em ritmo de festas, mesmo que não haja muito a comemorar por parte da maioria das usinas. Nada de muito importante, que mereça destaque, tem acontecido nos últimos pregões e a trajetória de preços dos contratos futuros de NY é muito mais função dos humores dos algoritmos e seus robôs maravilhosos que do eventual reflexo de qualquer notícia fundamentalista.

O açúcar se despede melancolicamente de 2018, pelo menos pelo desempenho acumulado até sexta-feira, com uma queda de mais de 16%. Em reais por tonelada, no entanto, a queda foi bem menor. No final do ano passado o mercado passou a R$ 1.153 e nesta sexta-feira, R$ 1.137, ou seja, apenas 1.4% de queda.

Esta semana, NY encerrou a sexta-feira com o vencimento março de 2018 apontando para 12.67 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 20 pontos em relação à semana anterior. O volume de negócios desaponta indicando que os tomadores de decisão ou estão em férias ou tem coisas mais importantes com que se preocupar. Os fundos mantêm uma posição vendida em 28.500 lotes, reduzindo 9.000 lotes em relação ao último relatório.

Os desafios do setor para 2019 são grandes independentemente de o cenário ter um viés construtivo para os preços, alicerçado na possibilidade de aumento no consumo de açúcar no mercado interno (via crescimento do PIB), e na recuperação do consumo de combustíveis, achatado pelo alto preço da gasolina ao consumidor e pela natural retração em função da estagnação da economia brasileira.

Somos dependentes do rumo que o preço do petróleo no mercado internacional vai tomar em combinação com o comportamento da moeda brasileira. Essa dupla vai ditar a mudança no patamar do preço do açúcar e colocar em prática a flexibilidade no mix de produção, hoje muito mais maleáveis após consistentes investimentos feitos pelas usinas ao longo dos últimos anos.

São numerosas as variáveis da equação que vai determinar a trajetória do açúcar. Mas, a observação atenta daquelas consideradas mais importantes leva-nos a pender para o lado mais positivo em relação aos preços. O petróleo lá fora dá ares de ter encontrado um suporte ao redor de 54 dólares por barril após a redução de produção saudita e redução dos estoques. Embora haja sentimentos misturados em relação ao mercado de energia, muitos analistas acreditam que já vimos as baixas nos preços do petróleo WTI e Brent.

Por outro lado, a desaceleração do consumo na China – acompanhada de um número nada otimista na produção industrial daquele país – acendem a luz amarela para as commodities de uma maneira geral. A contaminação do mercado pelo excesso de pessimismo pode atrapalhar uma eventual recuperação das soft commodities.

Acreditamos que as exportações brasileiras de açúcar na corrente safra (abril de 2018 até março de 2019) devem atingir 19.6 milhões de toneladas, uma estrondosa queda de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, 8,2 milhões de toneladas de redução na disponibilidade de açúcar brasileiro para o mundo. Esse número pode se repetir sem provocar nenhuma alteração no patamar de preços atuais? Duvido muito disso.

Em mais de 40 anos atuando no mercado de commodities nunca vi tamanha profusão de operações de balcão de natureza predatória oferecidas a esmo a empresas do agronegócio. Já não se trata mais de caso isolado, nem dá para se afirmar que há ou não má fé. No entanto, as várias histórias que ouço dos próprios participantes, não raramente mostram o consumidor fixado bem acima do mercado e o produtor fixado bem abaixo do mercado. Ou é ganância da parte de quem oferece, ou é ignorância da parte de quem aceita ou vai ver é apenas uma coincidência….

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Este é o último comentário do ano. Desejamos a todos nossos leitores, amigos, clientes Boas Festas e um Excelente Ano Novo. Voltaremos a falar sobre o mercado no final de semana de 19 de janeiro de 2019. Até lá.

Arnaldo Luiz Corrêa

 

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