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Café

USDA VÊ SUPERÁVIT DE 10.9 MILHOES DE SACAS
14/12/2018

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Os efeitos da guerra-comercial entre os Estados Unidos e a China já estão afetando o último, conforme demonstrado pelos dados mais fracos de atividade econômica, exportações e crescimento menor desde o aumento das tarifas de importações americanas.

Mais importante ainda sãos os prognósticos de redução em investimento no país frente as barreiras tarifárias na exportação, potencialmente atraindo capital que esteja focado “apenas” no aumento do consumo local.

O tom mais cauteloso do presidente do banco central Europeu, Mario Draghi, mantendo os juros inalterados, estimando um crescimento menor e suspendendo o plano de compra de ativos, se juntou às incertezas sobre o Brexit, respingando nos ativos de risco em geral.

O dólar se beneficiou, como porto seguro, tendo o DXY (índice do dólar) atingido o maior nível do ano – ou o mais alto patamar desde junho de 2017, enquanto os índices de commodities voltaram a ficar pressionados.

O café falha seguidamente em segurar módicos ganhos em Nova Iorque e como consequência atrai fundos de sistema do lado vendedor levando o contrato de março a ficar apenas US$ 3.20 centavos por libra da mínima – feita em setembro último.

Em Londres o contrato contínuo da segunda posição está a apenas 4 dólares para fazer uma nova mínima do ano e tocar no menor patamar desde março de 2016, justamente no momento em que o Vietnã se aproxima do final de sua colheita.

A perspectiva de uma produção recorde do conilon brasileiro pode ser um fator adicional do sentimento negativo ao terminal do robusta, entretanto os preços do mercado interno brasileiro já começam a preocupar a sustentação da cultura para o longo-prazo – o que não altera em nada o curto-prazo e (infelizmente) um eventual exagero ainda maior da queda.

A arbitragem entre os dois mercados, US$ 35 centavos, em teoria poderia permitir que o arábica não fosse mais contaminado, mas acontece que a estratégia de segurar fixações por parte dos produtores da América Central e Colômbia, fazendo vendas sem preço definido, contribuem para os baixistas acreditarem em limitações em ganho da bolsa. O mesmo método de negociação tem sido praticado no robusta, muito embora os produtores vietnamitas já mostraram diversas vezes o quanto de folego tem para retrair ofertas.

As exportações brasileiras em novembro encerraram em 3,689,256 sacas, segundo a CECAFE, aquém do recorde de outubro e provavelmente os embarques de dezembro devem ficar relativamente próximos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revisou em seu relatório de dezembro a produção mundial de café no ciclo 2018/2019 para 174,49 milhões de sacas, estimando um consumo de 163,59 milhões, ou seja, um superávit de 10.9 milhões de sacas de sessenta quilos – acima do consenso do mercado. O salto frente a primeira estimativa foi de 3 milhões de sacas, basicamente o ajuste feito da safra brasileira (de 60.2 milhões para 63.4 milhões).

Tá difícil achar algo para ajudar uma alta nos preços!!

Os dois maiores fundos de índice (BCOM e SPGSCI) no ajuste de suas carteiras que acontecem entre os dias 8 e 14 de janeiro devem comprar 6,445 lotes de do contrato “C” na ICE, considerando o fechamento do dia 4 de dezembro – segundo o Société Generale. O volume é insuficiente para animar os operadores.

Talvez o que haja de positivo é a expectativa dos investidores internacionais se animarem com o Brasil e colocarem dinheiro de volta no mercado acionário, após terem retirado o maior valor da bolsa desde 2008. Caso o vice-presidente do Bradesco esteja certo, uma entrada de US$ 100 bilhões firmaria o Real, dando um motivo para o café subir.

O problema para o produtor brasileiro é que a conversão em para reais por saca não deve se alterar tanto, pois o histórico recente tem mostrado uma correlação grande entre a apreciação do Real e do café.

Uma ótima semana e bons negócios a todos.

Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

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