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DIFERENCIAIS E MOEDAS AMENIZAM EFEITOS NEGATIVOS
17/11/2019

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Os índices acionários mundiais continuam firmes, com o S&P500 fechando em alta pela sexta semana consecutiva e acumulando 24.48% de ganhos no ano – atrás apenas do Nasdaq100 com 31.37%.

A possibilidade de Estados Unidos e China chegarem a um acordo para a primeira fase da guerra comercial é o assunto recorrente das agências de notícias, animando os investidores.

O CRB fechou virtualmente inalterado, o índice do dólar escorregou levemente na sexta-feira e o Real brasileiro teve seu segundo pior fechamento da história, estando muito perto de atingir seu menor valor contra a moeda americana.

O café em Nova Iorque começou a semana caindo fortemente seguindo o vencimento das opções de dezembro que davam a impressão de estar provendo algum suporte, mas, para surpresa dos baixistas, o contrato “C” voltou a recuperar encerrando no mesmo patamar da semana anterior.

O volume de negócios nas principais praças se mantém elevados, provendo o fluxo necessário para os agentes cobrirem suas necessidades, provavelmente alguns inclusive alongando para uma boa parte do primeiro semestre de 2020.

O contrato de dezembro entra em período de entrega na quarta-feira dia 20 de novembro, fazendo agora do contrato de março de 2020 o mais líquido e ativo.

No seminário do Sintercafé, na Costa Rica, o ânimo dos participantes, incluindo de produtores e representantes de todos os países produtores de suaves da América Central e do Sul, surpreendeu positivamente – apesar da cautela de analistas, das apresentações e de conversas girando ao redor do tema da dependência mundial cada vez maior das produções brasileiras e vietnamitas.

A puxada recente das cotações de Nova Iorque aliada a desvalorização de moedas emergentes e dos diferenciais se mantendo firmes, em geral, certamente contribuem para amenizar algumas preocupações e, diferentemente do que eu imaginava ouvir, estimulam a continuidade do trato no campo.

Melhor notícia seria o terminal se manter acima de US$ 110.00 centavos por libra, ou buscar ganhos de pelo menos outros US$ 10.00 centavos por libra, se segurando acima de US$ 120 centavos, o que, caso ocorra, diminui as chances de uma safra significantemente menor para os suaves em 2020/21.

As exportações da principal origem em outubro somaram 3,422,122 sacas, abaixo das 3,450,630 de setembro último e das 3,938,019 do mesmo mês em 2018. Cumulativamente entre junho e outubro o país embarcou 16,744,547 sacas, comparando com as 15,682,676 sacas no mesmo período do ano passado. Todos imaginam que os volumes devem decrescer, principalmente na primeira metade de 2020, haja vista a safra atual ser bem menor do que a anterior.

Nos Estados Unidos os estoques caíram 174,356 sacas em outubro, para um total de 7,177,878 sacas, dado levemente positivo, se considerado isoladamente.

O comportamento das bolsas tornou o mercado mais interessante e entre os argumentos alistas, defendidos pela aposta da continuação positiva dos preços estão: uma potencial maior utilização dos estoques certificados, que são os cafés mais baratos disponíveis há algum tempo; o  estreitamente dos spreads em Nova Iorque, que eu particularmente acho ter uma influência maior do barateamento do custo do dinheiro; e os diferenciais terem pouco se alterado mesmo com o arábica subindo mais de 15% em menos de um mês.

Os fundos reduziram outros 22,175 lotes de suas posições vendidas, ou o equivalente a 6,29 milhões de sacas, enquanto os comerciais diminuíram em 15,748 lotes (4.3 milhões de sacas) a parte bruta-comprada e aumentaram em 6,091 lotes (1.7 milhões de sacas) o bruto vendido. Isto tudo com o mercado caindo apenas 0.20 centavos por libra entre os dias 5 e 12 de novembro.

A leitura fica um pouco mais prejudicada em função do volume negociado de spreads (com encerramento de posições especulativas nesta modalidade), mas mesmo assim o número não é positivo, podendo trazer pressão vendedora já na abertura da segunda-feira e acelerar uma baixa caso o contrato de março de 2020 rompa o nível de US$ 108.15 e US$ 106.25 centavos por libra.

Acredito que voltaremos para, no mínimo, o meio do intervalo entre 90 e 110 centavos, negociado há algum tempo, a não ser, é claro, que os fundos decidam entrar comprados no mercado, algo sempre possível, mas que me parece improvável no atual cenário e com o Real tão fraco.

Uma ótima semana e bons negócios a todos. 

Rodrigo Costa*

*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

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